Alimentação
Por que não oferecer chás?
Consumir em excesso alimentos como chá preto, café, refrigerantes e chocolates é prejudicial, pois possuem cafeína na composição. Parte dessa substância é excretada pelo leite e, em quantidades maiores, pode deixar o bebê irritado e com o sono alterado. Apesar de populares, os chás não curam cólicas. Além disso, prejudicam à amamentação, porque competem com o leite materno. Bebês que tomam chá com freqüência acabam ingerindo uma quantidade menor de leite materno, fato que pode atrapalhar o seu crescimento. Outro fator agravante é o açúcar. Quando adoçados, os chás introduzem precocemente o sabor doce na alimentação do bebê e proporcionam sensação de saciedade.
Evite problemas no seu leite
Não fumar. As substâncias nocivas do cigarro passam para o leite materno e podem prejudicar a saúde e o desenvolvimento do bebê. Além disso, a nicotina pode comprometer a produção e liberação do leite, visto que inibe a ação de dois hormônios responsáveis pela atividade. Sabe-se inclusive que o uso de cigarro está associado a uma maior ocorrência de morte súbita no berço.
Bebidas alcoólicas também devem ser evitadas e medicamentos só podem ser usados sob orientação médica. Existem drogas que podem fazer mal à criança.
Refluxo
A regurgitação de pequenas quantidades de leite ou de alimentos nos primeiros meses de vida do bebê não é, na maioria dos casos, motivo de preocupação. A causa mais comum desses vômitos é o mau funcionamento de uma válvula que existe na entrada do estômago, chamada cárdia. Essa válvula se fecha após a passagem dos alimentos, o que impede o retorno pelo esôfago.
Na maioria dos recém-nascidos, a cárdia permanece aberta ou se abre com facilidade, mesmo quando o bebê tem o estômago cheio. Por isso, logo que a criança se deita ou quando a pressão abdominal aumenta, ao tossir, por exemplo, ela vomita. O retorno do alimento pelo esôfago é denominado refluxo gastroesofágico.
O refluxo pode ser normal ou patológico. Em crianças saudáveis, a regurgitação após as mamadas, sem que lhes causem lesões, é considerada normal. Os pais devem ficam atentos às possíveis causas desse refluxo e tentar evitá-las:
- Excesso de ar deglutido durante a mamada, que, ao sair do estômago, traz consigo o leite. Pode ser evitado utilizando uma forma correta de mamar: a mãe deve colocar na boca do bebê toda a parte escura do seio (a auréola) e não apenas o bico, assim não deixa espaço para a entrada do ar.
- Depois da alimentação, lembrar sempre de ajudá-la a arrotar para retirar o excesso de ar. O ideal é colocá-la em pé junto do tórax, com seu abdome voltado para o corpo de quem a carrega e com uma das mãos dão-se umas batidinhas leves nas costas do bebê para forçar a saída do ar eventualmente engolido. Se ele não arrotar significa que mamou corretamente. A criança deve ser deixada em posição ereta por cerca de 30 minutos.
- Não abane a criança após a mamada e evite pressionar seu abdômen ao trocar as fraldas.
- Outras causas de vômitos "normais" ou de regurgitação podem ser a alimentação forçada e o choro excessivo da criança.
A grande maioria dos casos de refluxo em bebês melhora espontaneamente ainda nos primeiros meses de vida e desaparece completamente até um ano de idade. Porém, há refluxos de causas patológicas, acompanhados de outros sinais e sintomas, como aumento excessivo de peso, perda de apetite, choro excessivo sem razão aparente e problemas respiratórios (pneumonias de repetição, chiado no peito, laringites, otites e sinusites). Nessas condições, é indispensável a orientação de um pediatra.
Fonte: Unimed do Brasil - www.unimed.com.br
Dúvidas freqüentes sobre amamentação
- Por que é importante amamentar?
Na amamentação, o contato físico é maior e proporciona à mãe e ao bebê um momento de proximidade único. Esta interação que constrói o vínculo, o afeto e o amor tão necessário também para o crescimento e desenvolvimento do recém-nascido. O toque da pele, o calor, a troca de olhares, o cheiro e a voz materna são estímulos que fazem com que o bebê que mama no peito sinta-se mais seguro e protegido. Essa ligação emocional muito forte e "precoce" pode facilitar o desenvolvimento da criança e seu relacionamento com outras pessoas.
- Quais são as vantagens para o bebê e para mãe?
O leite de peito contém, na medida exata, todos os nutrientes (vitaminas, calorias, proteínas, água, ferro, etc.) necessários para o bebê. Por isso, não precisa ser complementado com água ou sucos. Além disso, o leite materno possui glóbulos brancos e anticorpos que protegem a criança contra uma série de doenças. Mamar também proporciona o crescimento saudável das mandíbulas e de toda a face. Para a mulher, amamentar ajuda o útero a regredir mais rápido e evita a hemorragia depois do parto, uma das causas de mortalidade materna no Brasil. Quem dá o peito também perde peso mais rapidamente e tem menos chances de contrair câncer de mama e osteoporose.
- Amamentar evita nova gravidez?
Nos primeiros seis meses após o parto, se a nutriz (lactante) estiver amamentando exclusivamente e não menstruar, a chance de engravidar é de apenas 0,5 a 2%. Normalmente na mulher em idade reprodutiva a hipófise, que controla a fertilidade, manda todo mês ordens hormonais para o útero, mamas e ovários, dizendo-lhes que se preparem para engravidar. Após o parto, o estímulo hormonal comandado pela hipófise fica desorganizado pelos efeitos da sucção ao seio, demorando mais tempo, para ocorrer a ovulação que pode acontecer aos 3 – 5, 6 meses, dependendo da freqüência das mamadas. Recomenda-se a adoção de um método anticoncepcional complementar como a camisinha (masculina ou feminina), o DIU, diafragma ou a minipílula, após o 6º mês de vida do bebê ou quando a mulher não está mais amamentando exclusivamente ou menstruou.
- Será que vou ter leite?
Praticamente todas as mulheres têm condições de lactar. Mas a amamentação acontece nos níveis físico e psicológico. Então, para ter mais leite é importante relaxar. O apoio da família e do companheiro ajudam muito.
- Existe leite fraco ou insuficiente?
Não existe leite materno "ralo" ou "aguado". Até uma mãe com desnutrição leve ou moderada é capaz de produzir um bom leite. O leite materno maduro parece mais "fraco" que o leite de vaca. Esta aparência aguada é normal e leite de vaca só é bom para bezerro. Leite fraco, leite salgado, pouco leite, arrotar ao seio, "minha família não é boa de leite", etc., são pura falta de informação.
- Como evitar rachaduras e leite empedrado?
As fissuras do mamilo são decorrentes da má posição do bebê em relação a mama; da desnecessária higiene da aréola e principalmente da técnica incorreta de sucção. A mama não precisa ser preparada para a amamentação. O banho de sol e a utilização de sutiã de algodão com orifício na região mamilar, assim como a aplicação do leite materno nos bicos para uma melhor cicatrização são dicas auxiliares para evitar as rachaduras. Já o empedramento é provocado pelo esvaziamento incompleto de um ou mais canais. Neste caso, o leite do alvéolo mamário não desce e endurece no canal, bloqueando aquele alvéolo. A causa exata do canal bloqueado não está clara, mas pode ser resultado de roupa apertada, porque a posição do lactente não permite a sucção eficiente, e principalmente estresse materno, que bloqueia a atuação da ocitocina. A melhor saída é deixar o bebê sugar até o completo esvaziamento da mama, e, caso isto não ocorra, é recomendado fazer a ordenha manual ou com bombas elétricas.
- Qual é a hora do desmame?
O ideal é que o bebê receba apenas leite materno até o sexto mês de vida. Depois disso, você deve amamentar por quanto tempo você e seu bebê desejarem, lembrando que todos os benefícios continuam após o sexto mês e quanto mais você amamentar, mais seu filho ficará protegido. Hoje em dia, a OMS, a UNICEF e o Ministério da Saúde afirmam que o aleitamento pode continuar até os 2 anos. Após os seis meses a alimentação será completada com um cardápio saudável, sem a necessidade de leites infantis em mamadeiras. As chupetas são desnecessárias e prejudiciais.
- E se não puder ficar o dia todo com meu filho para amamentá-lo?
A extração manual deve ser feita sempre que a mamãe quiser armazenar o seu leite. O leite vai ser suficiente para o bebê se ele é amamentado tantas vezes que o peito for esvaziado, pelo menos a cada três horas. Depois da ordenha, deve-se seguir recomendações cuidadosas para guardar, congelar e descongelar o leite. A aparência do leite pode mudar ao conservá-lo dado que os componentes com freqüência se separam. Com a extração e a conservação adequada do leite, o bebê receberá quase os mesmos benefícios de ser amamentado.
- Quais são os direitos da mulher que trabalha fora em relação à amamentação?
Segundo a legislação brasileira, a mulher que trabalha fora tem o direito à licença-maternidade de 120 dias (4 meses) a partir do oitavo mês de gestação ou após o parto. Depois deste período, o direito de amamentar durante a jornada de trabalho é de dois meses. Caso não tenha creche ou banco de leite no local de trabalho, pode-se negociar que a mãe tenha uma hora a mais de almoço (caso ela more perto do trabalho) ou que saia uma hora antes. É importante lembrar que toda empresa com mais de 30 mulheres tem que ter creche. O pai também tem 5 dias de licença.
Fonte: Aleitamento.com
As primeiras papinhas
Depois dos seis meses, o bebê pode receber a alimentação complementar, alimentos líquidos ou pastosos que, somados ao leite materno, vão garantir uma dieta adequada ao bebê. Esses alimentos podem ser especialmente preparados para a criança (cozidos separadamente) ou então ser uma modificação da refeição da família.
Se o almoço do dia for carne, arroz, abóbora e couve, por exemplo, é necessário prepará-los com pouco sal e sem pimenta para que o bebê também possa comer. Depois de bem cozidos, os alimentos devem ter sua consistência modificada: o arroz e a abóbora podem ser amassados, a couve picada e a carne desfiada, ou cortada em pedaços bem pequenos, para não oferecer risco de engasgamento quando ingerida.
Amassar os alimentos com o garfo é mais indicado do que passá-los no liquidificador ou na peneira. O liquidificador deixa o alimento mais ralo e com as fibras quebradas. Quando estão inteiras, as fibras ajudam a movimentar os intestinos da criança. O problema das peneiras é a dificuldade de limpá-las, por isso, podem contaminar o alimento e causar diarréia no bebê.
Quais alimentos oferecer ao bebê?
A alimentação deve ser balanceada, portanto é necessário combiná-los da seguinte forma:
- alimento básico(arroz, macarrão, fubá de milho, batata ou aipim);
- grão ou leguminosa(feijão, lentilha, grão debico, ervilha ou soja);
- alimento de origem animal (carne de boi, frango, peixe, ovos ou vísceras);
- legume (ex. abóbora);
- verdura(ex. espinafre);
- acrescentar uma colher de óleo ou margarina para aumentar o valor calórico da refeição.
A alimentação complementar deve ser oferecida com colher. Entre seis e sete meses o bebê deve receber duas papas de frutas e uma papa salgada ao dia e após o oitavo mês duas salgadas e uma de frutas. No início, coloque os alimentos separados no pratinho do bebê e evite dar os alimentos misturados, para que a criança aprenda a reconhecer os diferentes sabores. Fornecer frutas variadas desde cedo é interessante para que a criança se acostume aos vários sabores.
Não cozinhe demais os legumes. Use pouca água e fogo baixo com panela tampada. Esfrie um pouco, amasse com garfo e transforme-os em purê. Cozinhe as cenouras com cascas e os outros legumes descascados e em pedaços pequenos.
Fonte: Unimed do Brasil - www.unimed.com.br
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